Artigo, numeral e pronome
Além do substantivo, do adjetivo e do verbo, outras classes de palavras cumprem papéis importantes na construção das frases.
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Artigo definido e indefinido
O artigo definido ('o', 'a', 'os', 'as') indica que o substantivo é conhecido, específico ou já mencionado antes: 'o livro que comprei ontem está na mesa'. O artigo indefinido ('um', 'uma', 'uns', 'umas') indica que o substantivo é desconhecido, genérico ou mencionado pela primeira vez: 'comprei um livro na livraria'. Compare a diferença de sentido: 'Encontrei o gato' (um gato específico, conhecido) e 'Encontrei um gato' (qualquer gato, não identificado antes). O artigo sempre concorda em gênero e número com o substantivo que acompanha.
Numerais: cardinais, ordinais, fracionários e multiplicativos
O numeral cardinal indica quantidade exata: 'três alunos', 'dez páginas'. O numeral ordinal indica posição em uma sequência: 'primeiro lugar', 'terceira fileira'. O numeral fracionário indica uma parte de um todo, geralmente combinado com cardinal e um substantivo relacionado à divisão: 'um terço da turma', 'dois quintos da pizza'. Já o numeral multiplicativo indica multiplicação de uma quantidade: 'dose dobrada', 'esforço triplo'. Esses tipos aparecem com frequência em textos informativos, receitas e enunciados de problemas matemáticos.
Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais substituem os nomes das pessoas do discurso e se dividem em pronomes retos (usados como sujeito: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) e pronomes oblíquos (usados como complemento: me, te, o/a, lhe, nos, vos, os/as, lhes). Exemplo de uso reto: 'Ele chegou cedo.' Exemplo de uso oblíquo: 'Eu o vi na escola' ou 'Ela me chamou'. Um erro comum na fala informal é usar o pronome reto no lugar do oblíquo, como em 'Vi ele na escola', construção evitada na escrita formal, que prefere 'Vi-o na escola'.
Pronomes possessivos e demonstrativos
Os pronomes possessivos indicam posse e concordam com o substantivo a que se referem: meu, minha, teu, tua, seu, sua, nosso, nossa, entre outros — 'meu caderno', 'nossa escola'. Os pronomes demonstrativos indicam a posição de algo no espaço, no tempo ou no próprio texto: 'este' (perto de quem fala), 'esse' (perto de quem ouve) e 'aquele' (distante de ambos). Exemplo: 'Este livro aqui é meu, esse aí é seu, e aquele lá na estante é da biblioteca.' Essa distinção de proximidade é frequentemente cobrada em atividades de interpretação e produção textual.
Pronomes de tratamento
Os pronomes de tratamento são usados para se dirigir a alguém com formalidade, respeito ou cerimônia, e sempre concordam com o verbo na 3ª pessoa, mesmo quando se referem a quem está ouvindo. Os mais comuns são 'você', 'senhor(a)', 'Vossa Excelência' (para autoridades) e 'Vossa Senhoria' (em cartas formais). Exemplo: 'Vossa Excelência está convidado(a) para a cerimônia', e não 'Vossa Excelência estás convidado'. Embora 'você' seja muito usado na fala cotidiana, tecnicamente pertence a essa categoria, por historicamente derivar da expressão de tratamento 'vossa mercê'.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre artigo definido e indefinido?
O definido ('o', 'a') indica um substantivo já conhecido ou específico; o indefinido ('um', 'uma') indica um substantivo desconhecido ou genérico, mencionado pela primeira vez.
Por que 'você' é considerado um pronome de tratamento?
Porque historicamente deriva da expressão 'vossa mercê', usada para se dirigir a alguém com formalidade, mesmo sendo hoje muito usado também de forma informal.
Qual a diferença entre pronome reto e oblíquo?
O reto exerce a função de sujeito (eu, tu, ele...), e o oblíquo exerce a função de complemento (me, te, o, lhe...), como em 'Eu o vi' em vez de 'Eu vi ele'.