9º ano · Português

Gêneros: dissertação argumentativa e resenha crítica

No 9º ano, a dissertação argumentativa ganha sua forma mais completa, incluindo a proposta de intervenção na conclusão — elemento central, por exemplo, da redação do Enem —, que apresenta uma solução concreta para o problema discutido ao longo do texto.

Temas abordados nesta unidade

Tese consistenteArgumentação sólidaProposta de intervençãoResenhaJuízo de valorObjeto resenhadoAvaliação críticaEstrutura dissertativa completaCoesão entre parágrafosConclusão propositiva

Conteúdo completo

A proposta de intervenção completa

A proposta de intervenção é o elemento que fecha a dissertação argumentativa apresentando uma solução concreta para o problema discutido, geralmente respondendo a cinco elementos: quem deve agir (agente), o que deve ser feito (ação), como deve ser feito (meio/modo), para que serve (finalidade) e, quando possível, um detalhamento que comprove que a proposta é exequível. Exemplo: 'O Ministério da Educação, em parceria com operadoras de telecomunicações (agente), deveria ampliar programas de internet gratuita para estudantes de baixa renda (ação), por meio de parcerias público-privadas (meio), a fim de reduzir a desigualdade no acesso à educação digital (finalidade).' Uma proposta vaga, sem esses elementos, é considerada incompleta.

Coesão e progressão entre os parágrafos da dissertação

Um bom texto dissertativo mantém coesão entre seus parágrafos, evitando que pareçam blocos isolados de texto. Isso é feito por meio de conectivos que retomam a ideia do parágrafo anterior e introduzem a nova: 'Além dessa questão estrutural, outro fator relevante é...', 'Diante desse cenário preocupante...'. Cada parágrafo de desenvolvimento deve trazer um argumento novo, que reforce a tese sem repetir o que já foi dito, criando uma progressão lógica de ideias até chegar à conclusão. Um texto sem essa progressão parece uma lista de argumentos soltos, em vez de uma argumentação bem costurada.

O que é e como estruturar uma resenha crítica

A resenha crítica é um gênero que apresenta uma obra (livro, filme, série, jogo, exposição) combinando um breve resumo de seu conteúdo com uma avaliação pessoal fundamentada — o chamado juízo de valor. Ela geralmente segue uma estrutura: apresentação da obra (título, autor, ano), breve resumo sem revelar detalhes importantes demais (evitando 'spoilers' excessivos), análise dos pontos fortes e fracos, e uma recomendação final. Diferente de um simples comentário informal ('gostei muito, é demais!'), a resenha crítica escolar precisa justificar cada opinião com argumentos concretos, como características da narrativa, do estilo do autor ou da qualidade técnica da obra.

Argumentando com critérios na resenha

Uma boa resenha não apenas afirma que gostou ou não gostou de uma obra: ela explica por quê, com base em critérios específicos. Para um livro, por exemplo, pode-se avaliar a construção dos personagens, o ritmo da narrativa, a qualidade da linguagem e a originalidade do enredo. Um exemplo de avaliação bem justificada: 'A obra se destaca pela construção complexa da protagonista, cujas motivações internas são reveladas gradualmente ao longo da narrativa, mantendo o interesse do leitor até o desfecho.' Esse tipo de argumentação concreta, apoiada em elementos observáveis da obra, é o que diferencia uma resenha crítica de um simples comentário de opinião.

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Perguntas frequentes

O que é a proposta de intervenção em uma dissertação?

É a parte da conclusão que apresenta uma solução concreta e viável para o problema discutido ao longo do texto, geralmente indicando quem deve agir, como agir e com que finalidade.

A resenha crítica é apenas um resumo da obra?

Não. Além de resumir brevemente o conteúdo da obra, a resenha apresenta uma avaliação pessoal justificada (juízo de valor), apontando qualidades e defeitos com base em argumentos, e não apenas opiniões soltas.

Toda proposta de intervenção precisa ser detalhada?

Sim, uma boa proposta de intervenção detalha o agente responsável pela ação, a ação em si, o meio ou modo de executá-la e a finalidade que se pretende alcançar, evitando propostas vagas como apenas 'o governo deveria fazer algo'.

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