← Notícias · 13/10/2026 · Cultura Jovem
Assassin's Creed Odyssey: a Grécia Antiga e a Guerra do Peloponeso
Depois do sucesso de Origins no Egito, a Ubisoft repetiu a fórmula em 2018 com Assassin's Creed Odyssey, dessa vez levando o jogador pra Grécia Antiga, no ano de 431 a.C. — bem no início da Guerra do Peloponeso, um dos conflitos mais importantes da Antiguidade.
Atenas contra Esparta
O pano de fundo histórico é real: a guerra que opôs a liga liderada por Atenas (democrática, voltada ao comércio marítimo) contra a liga liderada por Esparta (militarista, de tradição guerreira) durante quase três décadas. O jogo deixa o jogador escolher de que lado lutar em batalhas enormes entre exércitos — uma forma bem concreta de visualizar como esse conflito dividiu o mundo grego.
Uma Grécia cheia de referências reais
- Atenas recriada com a Acrópole, o Partenon (ainda em construção na linha do tempo do jogo) e a Ágora, centro da vida pública e do nascimento da democracia.
- Esparta com sua organização militar rígida e o costume (real, documentado por historiadores antigos) de avaliar a aptidão física das crianças.
- Delos e o Oráculo de Delfos, importantes centros religiosos da época.
- Personagens históricos reais aparecem como NPCs jogáveis na trama, incluindo o filósofo Sócrates, que desafia o protagonista com perguntas no estilo do método socrático.
Mitologia grega na trama
Assim como Origins usava os deuses egípcios, Odyssey mergulha fundo na mitologia grega — Esparta, Atlantis (numa expansão), criaturas como o Minotauro e a Medusa aparecem em missões especiais, misturando história real com lenda de forma declarada.
Discovery Tour: Ancient Greece
Como fez com o Egito, a Ubisoft lançou gratuitamente o Discovery Tour: Ancient Greece — o mesmo mapa do jogo, sem combate, com tours guiados por especialistas explicando arquitetura, mitologia, política e vida cotidiana da Grécia Antiga. É uma ótima forma de "visitar" a Acrópole como ela provavelmente era, antes de estudar o tema em profundidade nos livros.