← Notícias · 01/10/2026 · Cultura Jovem
Assassin's Creed Origins: uma aula de Egito Antigo disfarçada de jogo
Se tem um jogo que prova que dá pra aprender História brincando, é Assassin's Creed Origins. Lançado em 2017 pela Ubisoft, ele recria o Egito Antigo do ano 49 a.C. — o período final dos faraós, pouco antes de Cleópatra e Júlio César — com um nível de detalhe que impressiona até historiadores.
Um Egito que você pode explorar de verdade
O mapa do jogo cobre praticamente todo o Egito: as pirâmides de Gizé, a cidade de Alexandria com seu Farol (uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo) e a lendária Biblioteca de Alexandria, templos como o de Karnak, e até o deserto do Saara. A equipe de desenvolvimento trabalhou com egiptólogos reais para reconstruir arquitetura, vestimentas, hierarquias sociais e até a aparência das pirâmides sem a erosão de milhares de anos — como elas provavelmente eram quando novas.
As mecânicas contam a história também
- Mitologia egípcia: o jogo mergulha nos deuses egípcios (Anúbis, Ísis, Hórus, Sobek) tanto na trama quanto em sequências jogáveis que recriam o Livro dos Mortos.
- Sociedade e política: você vê de perto a tensão entre o Egito dominado pela dinastia ptolomaica (de origem grega) e o Império Romano em ascensão — pano de fundo real da época.
- Origem de uma organização secreta: a trama imagina a fundação dos Hidden Ones (precursores dos Assassinos da franquia), misturando ficção com fatos históricos de forma declarada.
Discovery Tour: o jogo vira um museu interativo
O mais interessante pra quem quer estudar: a Ubisoft lançou gratuitamente (como atualização) o Discovery Tour by Assassin's Creed: Ancient Egypt. Nesse modo, toda a violência e o combate são removidos — você simplesmente anda livremente pelo mapa do jogo em tours guiados, com narração de egiptólogos reais, explicando construções, costumes e eventos históricos. É literalmente uma visita virtual ao Egito Antigo, usada inclusive por professores em sala de aula em vários países.
Depois do sucesso do Egito, a Ubisoft repetiu a fórmula com o Discovery Tour: Ancient Greece (baseado em Assassin's Creed Odyssey) e o Discovery Tour: Viking Age (baseado em Assassin's Creed Valhalla).
Outros jogos da franquia que também "ensinam" História
- Assassin's Creed Odyssey (2018) — Grécia Antiga, por volta de 431 a.C., durante a Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta.
- Assassin's Creed Unity (2014) — Paris durante a Revolução Francesa (1789-1794), com reconstrução 3D premiada da Catedral de Notre-Dame, tão precisa que foi usada como referência real após o incêndio de 2019.
- Assassin's Creed Valhalla (2020) — invasões vikings à Inglaterra no século IX.
- Assassin's Creed II e a trilogia Ezio — Renascimento italiano (Florença, Veneza, Roma), com Leonardo da Vinci como personagem.
- Assassin's Creed Mirage (2023) — Bagdá no século IX, durante o Califado Abássida.
Vale lembrar: são jogos de ficção histórica — a ambientação é cuidadosamente pesquisada, mas a trama (assassinos, artefatos místicos) é inventada. O ideal é usá-los como ponto de partida pra despertar curiosidade, e depois ir atrás da fonte histórica de verdade — como a gente faz nos Resumos Ativos da Estudativa.